A dias, enquanto folheava uma daquelas revistas femininas, encontrei um artigo que falava de uma avo’, uma avo’ que tinha partido e deixado boas memo’rias e muitas saudades.
Fez-me, logo, pensar na minha avo’, na minha infância e nos meus disparates de “moça pequena”!
Ainda tenho tudo tão vivo..
A voz aguda, os cabelos brancos e muito compridos, o avental azul com florinhas que usava ‘a cintura, o meu “café’” de chocolate e aquele riso alto que soltava quando eu respondia: - Feijão com arroz! - ‘ a pergunta sobre o que eu queria para comer.
Ate’ me lembro do dia em que partiu.. E’ramos muitos, enchiamos o quarto - naquela cama de hospital parecia que ningue’m estava doente, falavamos e riamos muito alto - era uma festa que pra’li andava! Esta’vamos ali algumas das mulheres da sua vida, que viu crescer e a quem deixou um bocadinho de si em cada uma delas..
Talvez tenha sido isso que lhe fez descansar a alma, que lhe fez partir em paz!
Tinha tanto para te dizer e tu tanto para m’ensinar.. Mas o tempo assim o quis.. Tirar-me algue’m que não consigo, nem quero, esquecer e parece que quanto mais ele passa, o tempo, mais coisas tenho para te falar e perguntar..
Sei..que.. no meu jeito de ser estão todas as coisas boas que por mim fizeste; A u’nica coisa que me amarga o pensamento e’ não te ter dito O quanto gostava de ti com todas as palavras que merecias ouvir.
A voz parecia faltar-me e um no’ bem forte persistia na minha garganta sempre que tentava dizer-te algo do ge’nero.
E hoje não sei se muito mudaria, mas baixinho ao teu ouvido tenho a certeza que te diria: GOSTO DE TI..AVO’!
(e em seguida, de olhar ja’ brilhante, eu caía no teu colo)
Nariz igual ao meu xD *