As companhias farmacêuticas querem: CURAR DOENTES ou VENDER MEDICAMENTOS?
Primeiramente terei que confessar que acompanho esta área já há alguns anos, frequentando inclusive o curso de ciências farmacêuticas.
Reconheço que os objectivos desta indústria estão longe de estar claros, todavia é inconcebível crucificar-se os farmacêuticos pela falta de clareza nos objectivos, é injusto por-se a ética profissional de todos os trabalhadores em causa e para se atacar a indústria farmacêutica, um dos poucos sectores da sociedade com altos níveis percentuais de empregabilidade, renumeração e com maior número de pós-graduados, um sector que privilegia o trabalho, conhecimento e profissionalização dos seus profissionais, o que é raro na actualidade. Mas como ia a dizer, para se atacar a indústria farmacêutica ter-se-á que atacar igualmente todas as indústrias de investigação científica e tecnológica.
O núcleo da falha, a origem principal deste tipo de flagelos sociais, não se centra exclusivamente nos farmacêuticos nem na indústria dos mesmos, em todas as áreas existem profissionais competentes e incompetentes, corruptos e incorruptíveis, por isso, deduzo e acredito veemente que o núcleo deste flagelo não seja científico, mas seja essencialmente sociológico.
A grande falha social está na promiscuidade entre o sistema económico que vigora e a sociedade em geral cada vez mais egoísta, egocêntrica, desprovida de ética e de valores que privilegia a obtenção do lucro fácil em detrimento do trabalho, competência, mérito, bem comum e do incremento da qualidade de vida geral. Todos os flagelos sociais no mundo são consequência desta primeira premissa.
O sistema capitalista neo-liberal fracassou, ao invés de criar uma sociedade que reverte o lucro capital para as causas sociais e consequentemente melhoramento da qualidade de vida geral, criou uma sociedade consumista, materialista, obstinada pelo poder, títulos e lucros, constituída por pessoas que não olham a meios para atingirem os seus fins.O importante é fazer dinheiro, muito dinheiro.
Sinceramente ver uma indústria a levar com críticas de elementos desta sociedade que se diz moderna soa-me ridiculamente anedótico. O objectivo de todas as indústrias, pessoas especializadas e não-especializadas é o mesmo, só mudam o ofício.
Somos todos farinha do mesmo saco, reconhece-lo é um passo fulcral para a mudança que a sociedade tanto exije. Não há cidadão mundial que não se queixe, mas esquecem-se que para mudarmos a sociedade, temos que nos mudar a nós próprios.
hey gui. sim tenho recebido mas nao respondi pq nao tnh dinheiro no telemovel. ja tens numero portugues? tou agora na holanda x hope to see u soon xx ly