
Diario de Coimbra:
Um edifício em nome de um homem de ideais A atribuição do nome de Francisco Grade ao novo edifício da Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Coimbra foi «o desejo de todos». Uma forma de homenagear um homem que morreu «a lutar pelos seus ideais»
A Escola Superior de Tecnologia da Saúde (ESTeS) de Coimbra homenageou ontem, a título póstumo, Francisco Grade, antigo professor adjunto de radiologia e subdirector da escola, com a atribuição do seu nome ao novo edifício do estabelecimento de ensino. Uma cerimónia repleta de emoções, em que o descerramento da lápide alusiva ao acto esteve a cargo da filha do malogrado técnico radiologista. «Como professor, era um homem acarinhado pelos alunos. Com os colegas, era um líder que faziam sair do sério quando não era entendido». Estes foram apenas dois dos muitos elogios dirigidos a Francisco Grade, recordado por todos como «uma das principais personalidades do corpo docente na história da ESTeS», tendo a comunidade escolar participado em elevado número na homenagem. No dia do 46.º aniversário de nascimento de Francisco Grade, Jorge Conde, director do Departamento de Ciências Imagiológicas e Bio Sinais, destacou o «sempre desprovido de totalitarismo radiológico», acrescentando que estava «adiantado no tempo». «Tinha um projecto para desenvolver e fazer crescer esta escola», acrescentou, ainda antes de afirmar que «queria uma escola maior e reconhecida».
Ligado para sempre à história da instituição
Mestre em Sociologia da Saúde, Francisco Grade equacionava doutorar-se na Universidade de Évora. Jorge Conde falou num «activista de causas», que «não gostava de ser dirigente sindical da CGTP», mas que desempenhava a função com «o espírito de poder mudar alguma coisa». «Ninguém era mais conimbricense e academista do que o Francisco Grade. Era da Académica e da Académica», garantiu. Companheiros de viagens profissionais e de lazer nos últimos anos, Jorge Conde e Francisco Grade partilhavam «uma amizade e cumplicidade grandes» entre as famílias, razão pela qual o director do Departamento de Ciências Imagiológicas e Bio Sinais foi incapaz de esconder a emoção quando recordou «um companheiro inseparável». «Onde estiver, está a sorrir e contente por ver levar a sua escola para a frente», sublinhou o «amigo» Jorge Conde, que logo lembrou que «o Francisco morreu como viveu: a lutar pelos seus ideais», concluindo com uma afirmação que dedicou ao homenageado: «Continuamos e continuaremos a lutar pelos nossos ideais, que eram os dele». Lúcia Costa, directora da ESTeS de Coimbra, disse não ser «fácil encontrar palavras para esta ocasião», recordando que «a dedicação e o percurso como professor e dirigente desta escola é conhecido e profundamente reconhecido». «Está e estará sempre ligado à história desta instituição. Era uma obrigação fazer justiça ao seu esforço», destacou, antes de referir que a atribuição do nome ao edifício foi «o desejo de todos». Os discursos em honra de Francisco Grade foram encerrados por Torres Farinha, presidente do Instituto Politécnico de Coimbra. «Era um colega ainda jovem, que perdemos de forma abrupta e chocante», lembrou, explicando ainda que a homenagem é «uma prova de apreço que a comunidade desta escola deu». «A saudade e a memória pelo seu papel ficarão para sempre», concluiu.
Diario as Beiras:
A ESTeS homenageou ontem Francisco Grade com a atribuição do nome do docente, falecido no ano passado, ao novo edifício da escola.
A Escola Superior de Tecnologia da Saúde (ESTeS) de Coimbra prestou ontem uma homenagem póstuma ao docente Francisco Grade, falecido há cerca de um ano, com a atribuição do seu nome ao novo pólo da escola. Na cerimónia que antecedeu o descerramento da placa que perpetua o nome de Francisco Grade no novo edifício da ESTeS, coube a Jorge Conde, director do Departamento de Ciências Imagiológicas e Bio Sinais, recordar alguns momentos marcantes da carreira académica e profissional do homenageado, mas também “o colega e o amigo”.
Durante a sessão, que foi realizada no dia em que Francisco Grade, técnico e docente de Radiologia, completaria 46 anos, e que reuniu muitos estudantes e professores, Jorge Conde lembrou “o técnico atento”, “o docente acarinhado pelos alunos” e “o líder” entre os colegas. “Francisco Grade tinha, e teve, um projecto para sua a escola”, para “desenvolver e fazer crescer a escola”, que executou com a direcção, sublinhou Jorge Conde. Com a sua acção, contribuiu de forma marcante para “o crescimento do espaço físico da escola”, de que é exemplo o edifício que ontem foi inaugurado, referiu ainda o docente.
Lutador de causas
Também Lúcia Costa, directora da ESTeS, realçou que Francisco Grade sempre “lutou por causas justas, com persistência, com empenho”. Por isso, “está e estará sempre ligado às causas da escola”, afirmou Lúcia Santos, considerando que a escola tem a “obrigação de fazer justiça ao seu percurso, perpetuando o seu nome”. De igual modo, Torres Farinha, presidente do Instituto Politécnico de Coimbra, recordou o papel decisivo de Francisco Grade, que foi subdirector da ESTeS, no processo de integração desta escola no Politécnico.
Militante socialista e dirigente sindical, Francisco Grade, que era também mestre em Sociologia da Saúde, faleceu subitamente a 22 de Fevereiro de 2006, vítima de doença cardíaca, quando, com outros colegas, se dirigia a Lisboa para uma reunião na Assembleia da República, durante a qual seriam discutidos o processo de Bolonha e a criação de uma Ordem na área da Tecnologia de Saúde.
No final da sessão, a placa alusiva foi descerrada por Filipa, filha de Francisco Grade, cabendo a Elisabete Grade, viúva do homenageado, agradecer o gesto e a homenagem prestada pela escola.
A sessão de homenagem ficou ainda marcada pela conferência proferida por Pedro Lourtie, professor do Instituto Superior Técnico e presidente do grupo dinamizador do processo de Bolonha. Pedro Lourtie, responsável pela elaboração de um relatório, solicitado pelo Ministério da Saúde, sobre a aplicação do processo de Bolonha aos cursos da área da Tecnologia da Saúde, começou por falar sobre os objectivos de convergência das qualificações pretendidos por esta reforma. durante a conferência, o ex-secretário de Estado do Ensino Superior apresentou ainda exemplos comparativos entre Portugal e outros países da Europa e algumas linhas de reflexão sobre a aplicação do processo de Bolonha aos cursos da área da Tecnologia da Saúde.
CGTP (2 anos depois...)
A abertura do congresso da CGTP foi também marcada por uma homenagem simbólica (um minuto de silêncio) a dois conselheiros nacionais que morrerm durante o último mandato - Américo Leal (sindicato dos Ferroviários) e Francisco Grade (Sindicato das Ciências e Tecnologias da Saúde).
Porque tu mereces, és o maior pai...adoro-te
Saudades dos Scouts <33333
beijokaçaaaa xDDDD