As Vezes construímos sonhos em cima de grandes pessoas... O tempo passa... e descobrimos que grandes mesmo eram os sonhos e as pessoas pequenas demais para torná-los reais!
É estranho como a vida parece um conjunto de sucessivas jogadas, movimentos. Cada estratégia projectada, cada tomada de decisão leva-nos a um ou a outro caminho.
Certo ou errado?! Será que tudo já estava pré-destinado não acontecendo nada por acaso, ou pelo contrário nós é que fazemos, construímos o nosso futuro!?
Às vezes tenho a sensação de ser uma marioneta nas mãos de alguém superior e inatingível que tenta mostrar algo que não quero ou não consigo ver. Porém, no espelho do tempo, tento deixar de ser aquilo que quero ser, para ser o que sou na realidade e lutar por ser feliz num presente muito meu, mergulhado na aleatoriedade dos acontecimentos da vida e das pessoas com as quais me cruzo.
Há pessoas que passam simplesmente pela nossa vida e há outras que por muito ou pouco breve que tenha sido o seu flutuar por nós deixou a sua marca profunda. Tal como os obstáculos e as provas a superar colocadas, nos sirvam para mostrar, ensinar algo e tornar-nos mais fortes.
A vida ensinou-me que nem tudo é o que parece e que de nada me serve deleitar numa ingenuidade quase infantil de outrora.
Não consigo controlar tudo o que me é exterior, porém posso racionalizar as minhas emoções, os sentimentos, discernir o bom do prejudicial...pondo de lado todo o perfeccionismo a que era fiel.
Tudo tem duas faces. Cabe a nós procurar pela positiva e retirar a mensagem da negativa, tentando aprender com ela para não voltar a cair no erro. É como costumam dizer: errar é humano, repetir o erro estupidez... E, o que não falta por aí é gente estúpida (literalmente).Pois,preferem passar uma vida mergulhada na tristeza de feridas por cicatrizar do passado, ou na incerteza do futuro esquecendo-se do presente. Este instante que pode fazer a diferença de tudo, tal como o sim faz do não, e, o incerto da certeza de ser do agora.
Sou muito grata a todos os que por mim passaram. Pois tudo o que sou devo-o a um background do meu passado. Nem tudo foi bom, mas talvez não fosse como sou hoje se tal não tivesse existido e feito mudar a minha maneira de ser.
Às vezes é preciso aprender a perder, a ouvir e não responder, a falar sem nada dizer, a esconder o que mais queremos mostrar, a dar sem receber, sem cobrar, sem reclamar. Às vezes é preciso respirar fundo e esperar que o tempo nos indique o momento certo para falar e então alinhar as ideias, usar a cabeça e esquecer o coração, dizer tudo o que se tem para dizer, não ter medo de dizer não, não esquecer nenhuma ideia, nenhum pormenor, deixar tudo bem claro em cima da mesa para que não restem dúvidas e não duvidar nunca daquilo que estamos a dizer. E mesmo que a voz trema por dentro, há que fazê-la sair firme e serena, e mesmo que se oiça o coração bater desordenadamente fora do peito é preciso domá-lo, acalmá-lo, ordenar-lhe que bata mais devagar e faça menos alarido, e esperar, esperar que ele obedeça, que se esqueça, apagar-lhe a memória, o desejo, a saudade, a vontade. Às vezes é preciso partir antes do tempo, dizer aquilo que se teme dizer, arrumar a cabeça, limpar a alma e prepará-la para um futuro incerto, acreditar que esse futuro é bom e afinal já está perto, apertar as mãos uma contra a outra e rezar a um deus qualquer que nos dê força e serenidade. Pensar que o tempo está a nosso favor, que o destino e as circunstâncias de encarregarão de atenuar a nossa dor e de a transformar numa recordação ténue e fechada num passado sem retorno que teve o seu tempo e a sua época e que um dia também teve o seu fim. Às vezes mais vale desistir do que insistir, esquecer do que querer, arrumar do que cultivar, anular do que desejar. No ar ficará para sempre a dúvida se fizémos bem, mas pelo menos temos a paz de ter feito aquilo que devia ser feito, somos outra vez donos da nossa vida e tudo é outra vez mais fácil, mais simples, mais leve, melhor. Às vezes é preciso mudar o que parece não ter solução, deitar tudo abaixo para voltar a construir do zero, bater com a porta e apanhar o último combóio no derradeiro momento e sem olhar para trás, abrir a janela e jogar tudo borda fora, queimar cartas e fotografias, esquecer a voz e o cheiro, as mãos e a cor da pele, apagar a memória sem medo de a perder para sempre, esquecer tudo, cada momento, cada minuto, cada passo e cada palavra, cada promessa e cada desilusão, atirar com tudo para dentro de uma gaveta e deitar a chave fora, ou então pedir a alguém que guarde tudo num cofre e que a seguir esqueça o segredo. Às vezes é preciso saber renunciar, não aceitar, não cooperar, não ouvir nem contemporizar, não pedir nem dar, não aceitar sem participar, sair pela porta da frente sem a fechar, pedir silêncio e paz e sossego, sem dor, sem tristeza e sem medo de partir. E partir para outro mundo, para outro lugar, mesmo quando o que mais queremos é ficar, permanecer, construir, investir, amar.Porque quem parte é quem sabe para onde vai, quem escolhe o seu caminho e mesmo que não haja caminho porque o caminho se faz a andar, o sol, o vento, o céu e o cheiro do mar são os nossos guias, a única companhia, a certeza que fizemos bem e que não podia ser de outra maneira. Quem fica, fica a ver, a pensar, a meditar, a lembrar. Até se conformar e um dia então esquecer. Se é que isso acontecerá mesmo...
De cada vez que paro e olho para trás, de cada vez que revivo todos os momentos e as emoções que me encheram o coração, parecem-me menos... Ironia da vida: aquilo que nos parecia maior que o mundo afinal não é nada, absolutamente nada, comparado com as felicidades que o simples passar dos dias nos trás, que o pouco torna muito.
Hoje, mais que nunca, compreendo que é verdade que quando se acha aquela pessoa, a quem à falta de nome melhor chamamos apenas amor da nossa vida, o mundo pára. E tudo o que existiu para trás, tudo o que lhe era anterior, parece mais pequeno, menos importante. Tudo o que foi e passou, todos os momentos, todas as pessoas que por mim passaram, todo o meu background me projecta no que sou hoje. E sou muito grata por tudo, porque é esta pessoa que ele ama, ou assim eu queria e desejo. Mas, tendo como comparação as alegrias de todo um amor, imenso e quase que de filme, como poderia eu ver bem maior?! Depois de saber a felicidade que é, simplesmente, perder-me nos teus braços e ouvir da tua boca um "amo-te" quase que sussurrado, que outra coisa me pareceria melhor? E ouvir o teu riso e saber-te feliz? Não meu amor, não conheci até hoje nada maior, nada melhor ou alguém que me fizesse mais feliz que tu.
Deliro de ti. Sou aquela que na ausência doce te ama até à morte do tempo. Preencho-me com a tua ausência, por todos os labirintos me perco para te achar dentro de mim. Mas com tanto amor impregnado na distância, com o meu jeito de criança ansiando pela tua presença, quando me dá na telha, quando estar perto é a finalidade a que me proponho. No teu colo, com medo, entre as estrelas que não tocamos, na poeira que acumula histórias, na cama das nossas caricias. Nesta madrugada em que não me ouves. Não quero te fazer doer, mas esta sou eu, aprisionada à liberdade da busca. E quero-te assim, todo meu, egoísticamente meu. Gosto-te tanto...
Passo metade dos meus dias desesperada por não te poder tocar. O resto do tempo, sinto que não importa tornar ou não tornar a ver-te. Não é uma questão de moral, mas do ponto até onde chega a resistência de uma pessoa."
A verdade é que me custa ser apenas amiga... Gosto demasiado de ti, para apenas ter a tua amizade, sabendo que esta é melhor que nada. Como eu queria que entrasses em mim e visses o que sinto e o quão te desejo na minha vida..mesmo que agora estejas longe.
Tudo o que nos separa talvez um dia nos una. O que tiver de acontecer, será...Até lá, serei uma tatuagem de ti.