"OBSTINAÇÃO" Despedaço assim a aridez dos olhos para que as impurezas se diluam. Assim… como ondas que desfalecem no berço de cada sílaba a aninhar rios de lucidez. Pela ultima vez… Reescrevo a minha teimosia Em delírios exangues
Eu sofro de loucura...e aproveito todos os momentos.
Consigo rir como um louco, mesmo quando a vida se vira contra mim, oferecendo-me inumeras oportunidades de progredir, de melhorar,
de saber aproveitar as pedras do caminho. Será assim tão dificil o conseguir? Não, de fácil nada tem, por isso utilizo as minhas lágrimas
o meu choro de criança e o colo que procuro, o peito que me alimentou...o teu.
Tornei-me um turista, quando finalmente consegui descobrir que em cada pessoa existe um mundo, e é nesses mundos que procuro entender,
aprender e a preservar a dignidade que cada um deles carrega.
Falo serio quando os olhos riem e a boca chora, mas também choro quando a boca ri e os olhos te vêm
Em mim...a loucura é personalizada quando procuro nas rosas os sabores de um abraço com cheiro a terra molhada
Desculpe a ousadia mas gostaria de o convidar para o lançamento do meu livro.
A autora Conceição Bernardino e a Editora Mosaico de Palavras, têm a honra de convidar V.Exas. a estar presente na sessão de lançamento do livro “Linhas Incertas”, que terá lugar no próximo dia 30 de Maio, pelas 15.00 horas, na Casa Museu Teixeira Lopes, na Rua Teixeira Lopes, 32 – V.N.G (perto da Câmara de Gaia).
Prefaciado pela Doutora Goreti Dias
Os textos de Conceição Bernardino não escapam à descoberta de um determinado ponto de vista, ou seja, ao inevitável pressuposto de um sujeito, já que não existe uma análise absolutamente neutra, sem indivíduo. Cada poema é uma situação de comunicação em que a subjectividade dá lugar à apresentação claramente incisiva de alguém que gira nas esferas de valores observadas e colhidas na sociedade, ciência, moral e arte, a reflexão de um acto de conhecimento da autora em contacto com o mundo real, as suas injustiças, guerras e desamores. (…)
A poesia de “Linhas incertas” tem uma força imagética que nos roça a pele e penetra a carne, uma magnitude que, poesia dentro, se faz a cada verso mais crua, mais real. A presença de predadores na esquina dos desprevenidos, dos simples e dos desprotegidos! Da passividade à actividade, o sujeito da enunciação instiga “Crentes do nada, do vazio, levantai a cruz,/que a morte cala todos os dias...” em “ Sexta-feira Santa”; as palavras oferecem-se à partilha da dor: “Sou um pedaço de carne/que atiram aos cães”, em “Retirem-me estes cadeados”.
A apresentação da obra será feita pela escritora Rosa Maria Anselmo
O campeão é aquele que mantém o "gás" mesmo quando os resultados não são os esperados. Eles criam objetivos e não deixam que derrotas provisórias abalem a sua fé na vitória.
É na fase de desemprego que o verdadeiro campeão prepara a sua guinada definitiva. Em momentos de crise pessoal, o autêntico profissional analisa as novas oportunidades, revoluciona sua carreira e mergulha de cabeça numa nova decisão. Os perdedores se sentem vítimas do destino e transformam sua dor em ressentimento. Os vencedores aproveitam os problemas para mudar a vida para melhor.
Por isso lembrem-se : O único adversário que vale a pena enfrentar está dentro da gente.
Mesmo quando tudo pede
Um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede
Um pouco mais de alma
A vida não pára...
Enquanto o tempo
Acelera e pede pressa
Eu me recuso faço hora
Vou na valsa
A vida é tão rara...
Enquanto todo mundo
Espera a cura do mal
E a loucura finge
Que isso tudo é normal
Eu finjo ter paciência...
O mundo vai girando
Cada vez mais veloz
A gente espera do mundo
E o mundo espera de nós
Um pouco mais de paciência...
Será que é tempo
Que lhe falta prá perceber?
Será que temos esse tempo
Prá perder?
E quem quer saber?
A vida é tão rara
Tão rara...
Não podia deixar de partilhar este lindo video. As lágrimas que nos molham o rosto nem sempre são de tristeza. Um brinde a este pai, que com o seu gesto nos ensina tanto, tanto tanto...Obrigado Moranguinho Pereira por este video. Um Beijo/abraço
rui monteiro
"DEVER DE SONHAR"
“EU TENHO UMA ESPÉCIE DE DEVER
UM DEVER DE SONHAR
DE SONHAR SEMPRE
POIS, SENDO MAIS DO QUE
UM ESPECTADOR DE MIM MESMO,
EU TENHO QUE TER O MELHOR ESPETÁCULO QUE POSSO.
E ASSIM ME CONSTRUO A OURO E SEDAS,
EM SALAS SUPOSTAS, INVENTO PALCO,
INVENTO CENÁRIO PARA VIVER O MEU SONHO
ENTRE LUZES BRANDAS
E MÚSICAS INVISÍVEIS.”
(Fernando Pessoa)
Poema do amigo aprendiz
Quero ser o teu amigo. Nem demais e nem de menos.
Nem tão longe e nem tão perto.
Na medida mais precisa que eu puder.
Mas amar-te sem medida e ficar na tua vida,
Da maneira mais discreta que eu souber.
Sem tirar-te a liberdade, sem jamais te sufocar.
Sem forçar tua vontade.
Sem falar, quando for hora de calar.
E sem calar, quando for hora de falar.
Nem ausente, nem presente por demais.
Simplesmente, calmamente, ser-te paz.
É bonito ser amigo, mas confesso é tão difícil aprender!
E por isso eu te suplico paciência.
Vou encher este teu rosto de lembranças,
Dá-me tempo, de acertar nossas distâncias...
Fernando Pessoa
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Quero dar um bom dia
Não na primeira hora do dia
Mas realmente querendo
Que esse dia vá surpreender
Quero dar um bom dia
Que vai ser bom para sempre
Vai te animar eternamente
Assim que você terminar de ler...
Feliz 2009.
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