Clã dos solitários, tristes e rejeitados
Um dia na solidão da noite, pensado sobre a vida, concluímos que quanto mais queremos algo, menos esse algo nos quer.
Nessa grandiosa noite de luar, estava a olhar para a lua e a pensar cm era linda e me fazia lembrar esta pessoa que eu tanto amo. Apenas pensava no que fazer para um dia te ter aqui ao pé de mim a deslumbrar este luar comigo.
Imaginar-te comigo nessa noite já não chega, agora é preciso muito mais do que isso, preciso de estar contigo, ao teu lado, mas tu gostas de outro e não precisas de mim para nada, a não ser fazer-te companhia quando não o tens. Não sirvo para mais nada do que uma simples almofada quando te apetece chorar por não o teres a teu lado.
Mas a vida insiste em não te querer aqui ao pé de mim! Que eu hei-de de fazer? Chorar?! Talvez, não sei, sempre ouvi dizer que chorar fazia bem.
Esquecer-te? Nunca, isso está posto de lado.
Acho que me vou fartar de esperar por ti mas não me importo desde que um dia receba a minha recompensa… um simples beijo chegava, ou talvez morra e nunca a chegue a receber, mas não importa desde que saibas que nunca te deixei de amar de verdade!
Será que só o outro é que tem direito a ser amado por ti e tu simplesmente não me ligares nenhuma e me deixares num mundo aparte. Será que o direito de ser amado é somente reservado a alguém que não sabe amar? Terei eu somente direito a receber um “olá” ou muitas vezes nem isso?
Beber já não ajuda pois só nos ilude por umas horas, ou muitas vezes nem isso, que hei-de eu fazer? Só me resta esperar!
Vou esperar por ti sentado a olhar a lua e as estrelas, pois talvez um dia tu venhas ter comigo e te sentes ao pé de mim a olhar o céu à noite e a minha recompensa talvez chegue nesse momento. Nesse dia compreenderás porque é que eu nunca me cansei de esperar por ti.