Treze anos vereador da câmara Municipal de Montijo. Ex-presidente da Comissão Política Concelhia, ex-membro da Federação de Setúbal e da Comissão Nacional do PS.
Hoje, militante de base do PS, interessado especialmente na vida autárquica do concelho de Montijo.
Defensor das causas do urbanismo e do ambiente e da integração social.
Os ex-ministros das finanças são os maiores críticos do governo
A crise financeira e económica que afectou o mundo em 2008, é de uma gravidade extrema e não teve consequências gravíssimas, porque os estados injectaram dinheiro na economia e garantiram os empréstimos dos bancos privados.
Na crise de 1929, tudo foi muito pior e desembocou numa grande guerra, com as consequência que se conhecem.
Todos parecem acreditar numa retoma da economia em 2010, com um crescimento lento e sem conflitos. Há por aí uns profetas da desgraça que se esquecem que o nosso país tem oitocentos anos, já passou por muitas crises e não acabou.
A grande maioria dos países da Europa apresenta elevados deficits das suas contas públicas e altas taxas de desemprego. Portugal não foge à regra 8% de deficit e 9,8% de desemprego.
Há muitos países da Europa que estão bem pior que nós. Inglaterra 12,5%, Grécia 12,5%, Espanha 12,1%, Irlanda 12% têm deficits muito superiores ao nosso e uma taxa de desemprego maior, caso da Espanha 20%.
A situação económica do nosso país é grave e é preciso uma grande determinação e vontade política para a combater.
Não é um trabalho fácil (nunca foi), nenhum governo pode inverter a situação existente de um momento para o outro e estamos dependentes do que acontecer nas principais economias da Europa.
È muito importante o facto de o governo apostar nas políticas de emprego, no apoio às empresas exportadores e nas energias renováveis para diminuirmos a nossa dependência externa de combustíveis e melhorarmos o ambiente.
É uma obrigação do estado acorrer com apoios aos desempregados e aos mais carenciados mesmo que para isso nos tenhamos de endividar, já não me parece razoável, que os funcionários públicos, com emprego garantido, estejam a exigir aumentos de salários, apesar de não ter havido inflação e os juros dos empréstimos à habitação terem baixado muito (nunca estiveram tão baixos). O aumento dos salários dos funcionários públicos e a chegada de todos os professores ao topo da carreira também fazem subir o deficit.
Entretanto, apesar de esta ser uma situação que é conhecida da população, muito mais dos que as elites pensam, aparecem a toda a hora ,nos canais de televisão por cabo, comentadores a falarem de cátedra, como se eles resolvessem tudo, com relativa simplicidade e culpando sempre o governo de tudo como se não houvesse crise na Europa e no mundo.
Os ex-ministros das finanças: Medina Carreira (I governo de Mário Soares), Manuela Ferreira Leite(governo de Durão Barroso), Bagão Félix (governo de Santana Lopes) e Campos e Cunha (Uns meses do I governo de Sócrates), muito criticado pela elevada reforma que recebia do Banco de Portugal, são hoje os grandes críticos do ministro das finanças actual, quando deveriam ser os mais compreensivos com governação actual por saberem como é difícil governar o país, ainda por cima numa situação de grave crise internacional. Será que estes ex-governantes já se esqueceram o que diziam deles quando estavam à frente da pasta das finanças? Nos anos setenta já Medina Carreira dizia que os portugueses passariam a andar de burro dentro de pouco tempo. Felizmente que as previsões de mestre Medina nunca acontecem.
É urgente perceber como funcionam os partidos políticos.
Os partidos políticos são essenciais à democracia, por isso é absolutamente necessário que melhore o seu funcionamento. Todos temos que nos preocupar com a vida dos partidos e não nos alhearmos da política. Quando não nos interessamos por política alguém se interessa por nós. Defendo até que isto seja ensinado nas escolas.
Existem hoje problemas de corrupção em todo o mundo e também na Europa do Sul e Portugal não foge à regra.
Os partidos políticos são em grande parte financiados pelo estado, isto é com o nosso dinheiro, e só eles podem apresentar listas de candidatos a deputados à Assembleia da República, donde emana o governo do país. São portanto os partidos que recebem o mandato para governarem em nome do povo.
Os partidos políticos também apresentam os candidatos a autarcas e indicam os dirigentes do aparelho de estado, para os lugares de nomeação.
Enfim, nós entregamos aos partidos políticos a governação do país. Se existe muita corrupção a culpa é em primeira linha dos partidos políticos, dos seus dirigentes e dos quadros dos partidos que nos governam.
É urgente perceber a importância dos partidos políticos na nossa vida colectiva.
Não há no país uma consciência forte que censure a corrupção e o que se passa no país, passa-se também dentro dos partidos políticos.
Não existe nos partidos políticos uma vontade política forte para expulsar os corruptos e não deixar subir a lugares de responsabilidade os incompetentes e os oportunistas.
Só uma minoria de portugueses sabe que um líder de um grande partido com vocação de governo é eleito com umas dezenas de milhar de votos dos aderentes e que uma comissão política concelhia de um concelho de média dimensão e que tem o poder para apresentar os candidatos que vão governar uma câmara é eleita muitas vezes por 200,300 votos ou menos.
Penso que o combate à corrupção e à incompetência ter que ser feito em primeiro lugar dentro dos partidos com uma grande exigência de ética política. Só uma forte critica à actuação dos partidos vinda do exterior poderá “acordar” os militantes e mudar a sua actuação.
Em todos os concelhos existem secções de residência dos grandes partidos, que votam nos dirigentes locais, regionais e nacionais. É exigível que os dirigentes locais dos partidos sejam pessoas credíveis aos olhos da população, honestos e acima de toda a suspeita, só assim se justifica que exerçam esses cargos. Lamentavelmente muitas vezes não é assim, os dirigentes locais são mandatários de outros que não o querem ser, mas que andam sempre na “crista da onda” para candidatos a deputados, dirigentes de empresas, governantes nacionais e nunca aparecem nas secções de residência. Ser dirigente local de um partido não é sinal de competência ou credibilidade e não devia ser assim. Eu costume dizer qualquer um serve.
Para que as coisas melhorem ,os munícipes de cada concelho, têm que ter uma forte consciência critica em relação aos dirigentes locais de todos os partidos e da competência e idoneidade dos seus membros que eles conhecem bem por viverem na mesma comunidade.
Se tivermos bons dirigentes locais escrutinados pela crítica da população em geral e não só pelos militantes em cada concelho, é sinal que a estrutura partidária da base ao topo vai melhorar, porque o voto de todos passa a ser mais responsável.
Não são precisos códigos de conduta, nem mais leis, a ética republicana e o empenhamento crítico de todos é suficiente para melhorar a governação e diminuir a corrupção. Acabar com ela num país latino é completamente impossível.
Os políticos sérios e com ética, que são a grande maioria, têm que expurgar as ervas daninhas que aderem aos partidos para se amanharem. Os políticos envolvidos na operação “Face Oculta” deviam pedir de imediato a suspensão da actividade partidária e dos cargos de dirigentes que exercem, enquanto o assunto não for esclarecido. A ser verdade o que está a ser anunciado na comunicação social é uma vergonha que acaba por envolver toda a classe política.
Os objectivos do PS/Maria Amélia Antunes é ganhar em todas as freguesia. A campanha eleitoral está na rua e para o PS/Montijo é sempre a festa da democracia. Todos podem participar na campanha.
De todos os casos que têm aparecido na campanha eleitoral, aquele que me parece que pode causar mais danos é o dos candidatos no distrito do país que elege mais deputados António Preto e Helena Lopes da Costa e que foram impostos pela líder do PSD Manuela Ferreira Leite Já pensaram o que é andar na rua a distribuir folhetos com as fotografias destes candidatos que hoje ninguém os quer nas listas. É uma situação aflitiva para quem anda a fazer campanha de rua.
A pressão urbanística de que falava o Presidente da República (Jorge Sampaio) no ano 2000, quando visitou o Montijo
No dia 6 de Julho do ano 2000, o senhor Dr. Jorge Sampaio, visitou o Montijo, na qualidade de Presidente da República.
Transcrevo parte dos discursos do Presidente da República e da Presidente da Câmara de Montijo, para mostrar que a estratégia seguida pela Câmara nos últimos nove anos, conduziu aos objectivos dos discursos dos dois políticos.
“O Senhor Presidente da República alertou para o facto de vir a ser exercida uma grande pressão urbanística sobre o Montijo. Encorajou os Montijenses a defenderem uma boa qualidade de vida para o seu território e disse que o que se passou em Almada nos anos sessenta com a construção da Ponte 25 de Abril, não se pode repetir no Montijo, com a construção da Ponte Vasco da Gama.”
“A senhora Presidente da Câmara de Montijo no seu discurso político disse o que queria para o seu concelho: vida própria ,coesão social, espaços culturais de desporto e de lazer. Não quero condomínios privados nem que os carenciados vivam todos juntos na periferia da cidade. Sublinhou que a cidade é para todos e as pessoas têm que ser integradas, independentemente da sua condição social.”
Nove anos é tempo suficiente para constatar que a Câmara de Montijo, resistiu à pressão urbanística de que o Presidente falava e hoje temos um urbanismo de qualidade com avenidas, praças, passeios largos com calçada à portuguesa, zonas verdes, as valas por onde correm as água das chuvas protegidas e espaços suficientes para construir todos os equipamentos necessários à vida da cidade. Edifícios com uma qualidade excelente projectados por arquitectos que não têm nenhuma relação directa ou indirecta à Câmara.
Não foram autorizados condomínios privados e junto aos Bairros Sociais têm sido construídas moradias unifamiliares e prédios de habitação colectiva de venda livre, uma política inclusiva.
Iluminação nova em todo o concelho com lâmpadas de consumo reduzido, água em quantidade e qualidade por todas as freguesias, tratamento de esgotos, esgotos pluviais de superfície no Bairro dos Pescadores para acabar com as cheias. Completaram-se todas as infra-estruturas que faltavam de um processo que se iniciou nos anos quarenta do século passado.
Temos estacionamento para todos (grátis) no centro da cidade, caso único na AML e no país, em cidades com a dimensão da nossa.
Neste mandato foram executadas duas grandes obras: a requalificação da zona ribeirinha e a circular externa.
A cidade de Montijo está a crescer de uma forma sustentada, solidária e com uma qualidade de excelência.
Os comentadores de economia, muitos deles professores, criticam os políticos porque estes não conseguem encontrar soluções para resolverem a actual crise. Falam como se eles próprios tivessem a solução para os problemas de Portugal, da Europa e do Mundo. Nunca discutem o “beco sem saída” que é a falta de energia no mundo para sustentar o crescimento económico, mantendo ou melhorando as condições de vida do mundo ocidental e proporcionando às populações dos países emergentes os níveis de bem estar dos E.U.A. e da Europa. Nem sou político profissional, nem estudei economia, mas acompanho o que se está a passar em Portugal e na Europa em matérias de grande importância para a nossa vida colectiva. Foi assim, que com interesse fui assistir a uma conferência organizada pelo Partido Socialista de Montijo, em Santo Isidro de Pegões, sobre a construção do novo aeroporto e as suas implicações na região, umas positivas e outras negativas. Neste debate participaram pessoas qualificadas, desconhecidas do grande público, mas pela actividade profissional que desempenharam têm grandes conhecimentos do que se passa com a energia a nível mundial. Foi um debate, quanto a mim, muito interessante, porque os intervenientes não estavam à espera de ser ouvidos pela comunicação social e procuraram analisar estes problemas de uma forma muito diferente do que fazem os comentadores que querem fazer crer que estão sempre dentro de todos os assuntos. Para que haja muito mais emprego é preciso que Portugal cresça acima dos 3%. Para os países emergentes atingirem os níveis de vida comparáveis aos E.U.A. e da Europa é preciso crescerem acima dos 8/10%. Todos sabemos que o nosso bem estar no Ocidentes tem dependido de energias baratas, com realce para os combustíveis fosseis. O petróleo de que tanto se fala. A pergunta que ficou no ar nesta conferência é como se irá conseguir energia para um crescimento global anual de 6%, se ao fim de 10/12 anos as necessidades de energia duplicam e qual o preço da energia quando a procura for muito superior à oferta. É importante que se discuta também se sob o ponto de vista humano é possível que as populações dos países emergentes consigam melhorar as suas condições de vida à custa do nível de vida dos Ocidentais ou se é possível um crescimento global em que todos melhorem a qualidade de vida. Toda a gente que faz política, tem um discurso de resolução de forma simples dos problemas. É uma tentativa de iludir os eleitores para lhes conseguirem os votos. A situação económica e financeira do globo é muito complicada. É claro que ninguém vai dizer aos eleitores que o mundo está muito complicado com o crescimento económico para a criação de emprego e a necessidade de energia para sustentar esse crescimento. Ninguém diz que estamos num “beco sem saída” que pode acabar numa guerra, nem isso foi discutido na conferência, mas lá que pode acontecer pode. Lembram-se da paragem (greve)dos camionistas que quase paralisou o país.
Festas em honra da Nª Sª da Atalaia (A festa grande)
As Festas em honra da Nª Sª da Atalaia, realizam-se todos os anos, há séculos, no último domingo de Agosto, este ano de 28/8 a 31/08/2009. O Santuário da Atalaia, a 4 Km de Montijo, muito perto das Portas da Cidade, é o mais antigo ao Sul do Tejo. O monumento mais antigo é o cruzeiro grande, construído pela Confraria de Lisboa, em 1555, mas a lenda do aparecimento da senhora por cima de uma aroeira é muito mais antiga. À Festa Grande em Agosto vinham muitos milhares de pessoas dos arredores, de Lisboa, do Ribatejo e do Alentejo, organizados em círios. Em 1507, quando a peste grassou na cidade de Lisboa já o Círio de Oeiras vinha à Atalaia. No ano de 1823 vieram à Atalaia 34 Círios das mais diversas localidades. Ainda hoje vêm às Festas da Atalaia, onde têm casa própria para festas, os seguintes Círios: Círio da Azóia desde 1673, Olhos de Água desde 1723, Quinta do Anjo desde 1780, Carregueira desde 1833, ano da cólera morbus, Círio Novo desde 1945, resultado de um conflito no Círio da Carregueira. O Círio dos Marítimos de Alcochete, não tem casa na Atalaia, mas desde 1539 que lá vão na 2ª feira de Páscoa. A população residente na Atalaia, hoje freguesia, vivia exclusivamente da agricultura. Existe um museu agrícola na Atalaia, que pode ser visitado pelas festas, mesmo junto à escadaria do santuário e que é o mais completo do género da AML. Tem adega, lagar de azeite, alambique e muitos utensílios e alfaias agrícolas usados pelos nossos antepassados.
Na Segunda-Feira, véspera do anúncio das listas de candidatos a deputados pelo PSD à Assembleia da República, Marques Mendes, ex-lider do partido, mostrou uma grande indignação com o que se estava a passar com as listas do seu partido e citou o que dizia Sá Carneiro: “política sem ética é uma vergonha”. Marques Mendes tem razão para estar indignado, porque era ele que liderava o PSD em 2005, quando não aceitou que fossem candidatos pelo partido Isaltino Morais e Valentim Loureiro, com processos em tribunal por suspeita de crimes graves. Isaltino Morais e Valentim Loureiro recandidataram-se às Câmaras de Oeiras e Gondomar, como independentes, ganhando o primeiro com maioria simples e o segundo com maioria absoluta. Foi um acto de coragem para credibilizar os partidos e a política, mas que também serviu para confrontar o eleitorado que votou nos candidatos suspeitos de crimes. Afinal o mal não está só nos partidos. Isaltino Morais já foi condenado por um tribunal a 7 anos de prisão efectiva e Valentim Loureiro aguarda julgamento, ambos vão ser candidatos independentes em 2009. Esta iniciativa de Marques Mendes de credibilizar o seu partido e a política em geral, mereceu elogios de toda a classe política. Estava em marcha um princípio que valorizava os políticos sérios que estão na política para defender os interesses colectivos s não os seus próprios interesses. Carlos Carreiras presidente da distrital de Lisboa do PSD, com os mesmos princípios do ex-lider não incluiu nas listas de candidatos a deputados António Preto (o homem da mala) e Helena Lopes da Costa, ambos arguidos e acusados em processos por suspeitas de ilegalidades graves ao serviço da causa pública. Sem qualquer explicação pública ,Manuel Ferreira Leite, líder actual do PSD, incluiu na lista em lugar elegível de candidatos por Lisboa, os dois arguidos bem conhecidos da nossa praça. Bastaram 4 anos para tudo voltar a trás(MFL rasga tudo) numa estratégia que a mim me parecia correcta que tinha como finalidade credibilizar o PSD e a política em geral. Compreendo a indignação de Marques Mendes e de Carlos Carreiras, porque no Montijo, a presidente da Câmara, Maria Amélia Antunes, e a Comissão Política Concelhia, presidida por mim tiraram a confiança política à ex-vereadora Honorina Silvestre e o então presidente do PS em Alcochete, mesmo ali ao lado, admitiu-a como assessora para área do urbanismo. Está provado que há sempre pessoas na política que não querem que a situação mude porque se sentem bem no pântano.
Na Sexta- Feira,dia 31 de Julho, pelas 18 horas, realizou-se a apresentação da recandidatura do actual presidente da Junta de Freguesia de Montijo, José Francisco dos Santos às eleições autárquicas 2009, no Jardim da Casa Mora, ao ar livre, ali bem no centro da cidade, com o espaço a abarrotar de pessoas de todos os extractos sociais que quiseram assistir à cerimónia. Toda a gente no Montijo, conhece José Francisco Santos, uma pessoa muito popular que veio de Portimão para Montijo, há mais de 40 anos, para exercer a profissão de professor na Escola Industrial e Comercial de Montijo, hoje Escola Jorge Peixinho, onde foi presidente do conselho directivo durante mais de 20 anos. É presidente da Junta de Freguesia de Montijo , pelo Partido Socialista de que é militante activo, há três mandatos, onde tem feito um trabalho notável. Presentemente é também presidente da Comissão das Festas Populares de São Pedro. José Francisco dos Santos é uma pessoa competente, honesta, trabalhadora, acima de toda a suspeita, sempre disponível para participar na nossa comunidade. José Francisco dos Santos pela forma como se comporta na comunidade onde reside ,é um bom exemplo a seguir pelos jovens de Montijo. Só participando podemos ter uma sociedade melhor e pessoas competentes, honestas e defensoras das causas públicas a gerir os nossos destinos. Para quem me conhece sabe que não sou de elogio fácil. Se escrevo isto é porque assim tem sido a vida de José Francisco dos Santos no Montijo.
O BLOCO DE ESQUERDA POR ESSE PAÍS FORA: Louçã esteve em Colos (Odemira) para apoiar a lista do BE, à assembleia de freguesia, encabeçada pelo independente Jacinto Maria. O senhor que na fotografia me parece uma pessoa de idade, já foi presidente da Junta de Freguesia eleito pelo PS, também como independente. O homem não gosta de partidos, mas gosta do poder. Jacinto Maria declarou que a sua candidatura se apresentava para combater o progressivo abandono de Colos, em que os jovens são obrigados a abandonar a Terra para lutar pela vida, disse ainda que o objectivo é fixar jovens em Colos e de lutar “por uma terra mais bonita e solidária”. Se o senhor Jacinto Maria já foi presidente da Junta de Freguesia de Colos pelo PS, temos que saber que trabalho é que ele fez para fixação dos jovens e pela solidariedade da terra e se foi o PS que não o deixou e vai agora experimentar com o BE Eu não inventei esta história está no site do BE, que tem lá outras coisas interessantes para comentarmos. O BLOCO DE ESQUERDA POR ESSE PAÍS FORA: Louçã esteve em Colos (Odemira) para apoiar a lista do BE, à assembleia de freguesia, encabeçada pelo independente Jacinto Maria. O senhor que na fotografia me parece uma pessoa de idade, já foi presidente da Junta de Freguesia eleito pelo PS, também como independente. O homem não gosta de partidos, mas gosta do poder. Jacinto Maria declarou que a sua candidatura se apresentava para combater o progressivo abandono de Colos, em que os jovens são obrigados a abandonar a Terra para lutar pela vida, disse ainda que o objectivo é fixar jovens em Colos e de lutar “por uma terra mais bonita e solidária”. Se o senhor Jacinto Maria já foi presidente da Junta de Freguesia de Colos pelo PS, temos que saber que trabalho é que ele fez para fixação dos jovens e pela solidariedade da terra e se foi o PS que não o deixou e vai agora experimentar com o BE Eu não inventei esta história está no site do BE, que tem lá outras coisas interessantes para comentarmos.
O Louçã é um prepotente , trotskista da extrema esquerda que se coligou à UDP, também de extrema esquerda , mas stalinista, que com o disfarce de BE, aparece como uma coisa nova que tem vindo a crescer à custa do PS, sem ser combatido. Quanto mais votos melhor se vê a prepotência arrogante de trotskista do Louçã. Já não quer negociar. Só lhe interessa a maioria à custa do eleitorado do PS. O seu objectivo é dividir os socialistas em bons e maus, estratégia já seguida por Cunhal nos anos 70/80, ideia que nunca passou graças à militância e dinamismo das bases do PS. É isso que faz falta ao partido que está profissionalizado e não recorre às bases para as mobilizar para a luta. PSR e UDP só podem ser combatidos pela mobilização das bases do PS. Para começar deviam ser convocadas assembleias gerais de todas as secções para explicar isto aos actuais militantes e simpatizantes. Muitos não conhecem a história do Partido. Devemos continuar a combater a direita com a mesma energia, mas não perder votos para a extrema esquerda que não serve o país nem a Europa. Louçã e Fazendas não são compatíveis, o que os une é o seu crescimento á custa do PS, servindo a direita.
O BE e o PCP, partidos com forte implantação na margem Sul, dizem que o PS é igual ao PSD, na tentativa de iludirem os eleitores e captarem para eles o voto de esquerda que normalmente vota no PS. Desta vez vai ser difícil explicar isto ao eleitorado, porque só haverá Aeroporto, TGV, Ponte Chelas-Barreiro e Plataforma Logística do Poceirão, se o PS ganhar as próximas eleições legislativas. Se for o PSD a ganhar pára tudo e é muito possível aparecerem outra vez as bandeiras negras nas mãos de agitadores. Todos somos poucos para explicarmos isto ao eleitorado da Margem Sul.
Faz algum sentido a Misericórdia de Canha fazer parte de um consórcio para dinamização da cortiça?
O Jornal Público de 13.07.09, publicou uma notícia informando que estava a ser formado um consórcio de entidades e empresas para investir 25 milhões de euros na dinamização do sector da cortiça. O consórcio é encabeçado pela Câmara Municipal de Coruche e dele também faz parte a Santa Casa da Misericórdia de Canha.
Qual o motivo para a Misericórdia de Canha se envolver num consórcio de que fazem parte o Grupo Amorim, a Companhia das Lezírias, as Câmaras de Coruche e Portel, a Associação Portuguesa de Cortiça, o Instituto de Recursos Biológicos, Universidade Nova de Lisboa, várias empresas e outras entidades?
A Santa Casa da Misericórdia de Canha que é dirigida( provedora) por Honorina Silvestre, ex-vereadora da Câmara de Montijo e ex-assessora do ex-presidente da Câmara de Alcochete José Dias Inocêncio, não tem cortiça, não tem herdades, não tem dinheiro. É uma instituição de solidariedade social, que tem uma dívida de milhões de euros à Caixa Agrícola Tejo e Sado e não tem rendimentos para pagar o serviço da dívida.
O Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social que tutela a Misericórdia não tinha que dar autorização para esta participação num Consórcio desta natureza? A Misericórdia é uma instituição de solidariedade social é essa a sua vocação e não pode entrar em aventuras
O que não faz sentido tem que ser denunciado. É isso que estou a fazer.
Festas Populares de S. Pedro na cidade de Montijo em 2009
As Festas Populares de S. Pedro de 2009, constituíram um grande sucesso, pela qualidade do programa e participação das populações, especialmente dos jovens.
As Festas fazem parte da cultura popular da nossa Terra e os jovens sentem nelas as suas raízes. Quase toda a gente gosta das festas.
Este ano as festas estiveram a abarrotar de gente. Nunca me lembro de ver tanta gente nas festas. O tempo esteve bom, ainda ameaçou chover, mas a temperatura manteve-se amena e sem vento o que proporcionou um bom ambiente festivo.
Os espectáculos foram muito do agrado das pessoas, as procissões (no mar e em terra), em honra de S. Pedro são sempre um momento alto das festas, a marcha luminosa, os comes e bebes, o lindo fogo de artificio e a queima do batel são tudo eventos que o povo não se cansa de ver.
Quando era jovem,aí por volta dos anos cinquenta e sessenta do século passado, quase toda gente estreava roupa nova durante as festas. As costureiras e os alfaiates trabalhavam dia e noite. Íamos à festa como se fossemos a um casamento.Eu também estreei roupa nova nas festas.
Hoje, já ninguém estreia roupa nas festas, usa-se qualquer roupa, a juventude é muito mais participativa, em grupos organizados no percurso das festas. Enfim as festas estão mesmo enraizadas no povo e estão cada vez melhores. Penso que os novos residentes, embora ainda não tenham as nossas raízes também já vão gostando das Festas.
Falo sempre das raízes da nossa comunidade, porque penso que estas têm uma grande influência na nossa vida colectiva e no futuro dos nossos descendentes.
A história de Aldeia Galega, Montijo, desde 1930, conta-nos que na segunda metade do século XIX existiam na Vila várias festas durante o ano. Os jovens sentem que as festas populares constituem uma manifestação de cultura popular,em que os seus ascendentes já participaram embora de formas diferentes.
As Festas Populares de S. Pedro no Montijo, 2009, constituíram um grande êxito. A população jovem adere cada vez mais às nossas festas, que fazem parte das nossas raízes. Já há muitos anos que não via tanta gente na Praça da República. Diria que o povo voltou à sua principal praça, o que deve ser um orgulho para todos os montijenses.
Está de parabéns o presidente da Comissão das Festas, Engº José Francisco dos Santos e a sua equipa a quem quero felicitar pelo excelente trabalho que fizeram.
Há de facto na Área Metropolitana de Lisboa centenas de milhares de cidadãos que não vivem em cidades, mesmo estando geograficamente instalados nelas. Mas vivem sim em aglomerados urbanos, que não têm nenhuma vivência colectiva, em que os munícipes não sentem qualquer afectividade pelo local onde vivem. Lisboa, a capital do país, é uma das cidades mais bonitas do Mundo. Continua a despovoar – se porque as pessoas se deslocam para esses aglomerados urbanos onde as habitações são oferecidas a preços mais reduzidos e compatíveis com os rendimentos da classe média baixa. Será justo que as pessoas abandonem as suas cidades onde viveram os seus ascendentes, para irem viver para a periferia? Há ou não espaços na cidade de Lisboa para alojar os milhares de pessoas que saem da cidade? É claro que há! Só que a politica para habitação, nas últimas décadas, conduziu a uma verdadeira catástrofe nas zonas antigas da maioria esmagadora das cidades do País. Ninguém até hoje apresentou uma política de fundo para acabar com o flagelo que obriga as pessoas a abandonarem as suas cidades. São milhares e milhares de habitações degradadas, sem quaisquer condições de habitabilidade, devolutas e lotes sem construção situadas nas cidades em todo o país. A insegurança aumenta nas zonas velhas das cidades, porque não estão habitadas e nas zonas das periferias porque as populações estão nelas desenraizadas. É urgente que o poder político defina estratégias para acabar com este estado de coisas, que só é possível resolver financiando as câmaras com muitos milhões de euros para adquirirem as casas velhas e os terrenos sem construção para lhes darem um destino correcto, habitação dos citadinos a preços compatíveis com os seus rendimentos. Para tal, as câmaras têm possibilidade de alojar os moradores porque normalmente têm parques habitacionais e certamente os proprietários estavam disponíveis para amigavelmente, resolverem muitos dos problemas que se vierem a colocar. Com políticas consertadas e flexíveis é sempre possível reaver o dinheiro investindo. Sem a intervenção coordenada entre as câmaras e o governo da república tudo continuará na mesma e tenderá mesmo a piorar. Numa altura em que o crescimento populacional é estacionário, cresce o número de casas velhas a cair e existem milhares de fogos novos e usados para venda é tempo para o poder político parar para pensar e resolver. A actual crise tem conduzido a uma desvalorização das casas velhas e dos lotes devolutos dos centros das cidades, pelo que era agora o momento oportuno para resolver um problema muito grave na nossa vivencia colectiva que se arrasta há décadas.
No século XIX realizava-se , uma feira em Aldeia Galega, denominada da Piedade, na praça Serpa Pinto (hoje praça da república), perto da igreja. A barraca Júlia que vinha sempre a esta feira era frequentada pelas pessoas mais em evidência na Vila. A feira realizava-se no primeiro domingo de Agosto e os feirantes partiam daqui para as festas em honra da nossa senhora da Atalaia.
Manuela Cavaco é uma fadista de eleição e uma apaixonada pela sua Terra, ontem teve uma brilhante actuação nas Festas Populares de Sâo Pedro que têm origam no Bairro dos Pescadores onde ela nasceu e sempre viveu. Ontem além dos bonitos fados que cantou, apresentou uma novidade, um novo fado de Montijo, cuja ledtra vai ao mais porfundo das novas raizes.
A crise financeira e económica que afectou o mundo em 2008, é de uma gravidade extrema e não teve consequências gravíssimas, porque os estados injectaram dinheiro na economia e garantiram os empréstimos dos bancos privados.
Na crise de 1929, tudo foi muito pior e desembocou numa grande guerra, com as consequência que se conhecem.
Todos parecem acreditar numa retoma da economia em 2010, com um crescimento lento e sem conflitos. Há por aí uns profetas da desgraça que se esquecem que o nosso país tem oitocentos anos, já passou por muitas crises e não acabou.
A grande maioria dos países da Europa apresenta elevados deficits das suas contas públicas e altas taxas de desemprego. Portugal não foge à regra 8% de deficit e 9,8% de desemprego.
Há muitos países da Europa que estão bem pior que nós. Inglaterra 12,5%, Grécia 12,5%, Espanha 12,1%, Irlanda 12% têm deficits muito superiores ao nosso e uma taxa de desemprego maior, caso da Espanha 20%.
A situação económica do nosso país é grave e é preciso uma grande determinação e vontade política para a combater.
Não é um trabalho fácil (nunca foi), nenhum governo pode inverter a situação existente de um momento para o outro e estamos dependentes do que acontecer nas principais economias da Europa.
È muito importante o facto de o governo apostar nas políticas de emprego, no apoio às empresas exportadores e nas energias renováveis para diminuirmos a nossa dependência externa de combustíveis e melhorarmos o ambiente.
É uma obrigação do estado acorrer com apoios aos desempregados e aos mais carenciados mesmo que para isso nos tenhamos de endividar, já não me parece razoável, que os funcionários públicos, com emprego garantido, estejam a exigir aumentos de salários, apesar de não ter havido inflação e os juros dos empréstimos à habitação terem baixado muito (nunca estiveram tão baixos). O aumento dos salários dos funcionários públicos e a chegada de todos os professores ao topo da carreira também fazem subir o deficit.
Entretanto, apesar de esta ser uma situação que é conhecida da população, muito mais dos que as elites pensam, aparecem a toda a hora ,nos canais de televisão por cabo, comentadores a falarem de cátedra, como se eles resolvessem tudo, com relativa simplicidade e culpando sempre o governo de tudo como se não houvesse crise na Europa e no mundo.
Os ex-ministros das finanças: Medina Carreira (I governo de Mário Soares), Manuela Ferreira Leite(governo de Durão Barroso), Bagão Félix (governo de Santana Lopes) e Campos e Cunha (Uns meses do I governo de Sócrates), muito criticado pela elevada reforma que recebia do Banco de Portugal, são hoje os grandes críticos do ministro das finanças actual, quando deveriam ser os mais compreensivos com governação actual por saberem como é difícil governar o país, ainda por cima numa situação de grave crise internacional. Será que estes ex-governantes já se esqueceram o que diziam deles quando estavam à frente da pasta das finanças? Nos anos setenta já Medina Carreira dizia que os portugueses passariam a andar de burro dentro de pouco tempo. Felizmente que as previsões de mestre Medina nunca acontecem.
José Bastos