Adormecido.
Estados latentes epicuristas que se vinham manifestando estoicamente, sem que me preocupasse, com contornos de tranquilidade onde o espaço e o tempo se perdiam no dia-a-dia até ao presente. A sete chaves fechado em mim mesmo ao som daquele reggea que me tranquiliza deambulo por entre vales e montes, num centro geodésico, na companhia dos mais próximos. Sem contacto com o exterior, refugiei-me na balofa corrente parada em que mergulhava num acto egoísta. Era apenas eu e eu que boiava ali tendo como pano de fundo um sol de trinta e tal graus! Contudo, em pequenos fragmentos sonhava querendo partilhar aquilo que era só meu contrariando todas as teses; afinal não tinha desaparecido aquilo que repudiava. Afinal cada pequena partícula que me compunha apenas se encontrava adormecida num estoicismo consciente sem que permitisse quaisquer incómodos. Turbilhões de imagens, analogias, metáforas e analepses corroiem a tranquilidade. A caixa de Pandora abriu-se e perdi as sete chaves que tão bem tinha guardado.

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