Bebo o vinho do teu corpo Devagar, como se a boca Fosse uma flor onde o tempo Desenha um mapa da vida Corre o vinho do teu corpo Nos lençóis da madrugada E há carícias debruçadas À janela do silêncio Bebo o vinho do teu corpo Bebo até morrer de sede Bebo o vinho do teu corpo Bebo até morrer de sede E provo o vinho do teu corpo Gota a gota e beijo a beijo Como quem recolhe o sonho De entre os dedos de um sorriso Corre o vinho do teu corpo Nos regatos do luar Que hão-de vir desaguar Mansamente nos meus braços Bebo o vinho do teu corpo Bebo até morrer de sede Bebo o vinho do teu corpo Bebo até morrer de sede Bebo o vinho do teu corpo Devagar e quase a medo Na surpresa dos segredos Copos cheios de prazer Bebo o vinho do teu corpo Bebo até morrer de sede Bebo o vinho do teu corpo Bebo até morrer de sede Gota a gota beijo a beijo