Olá! Ainda se recordam de mim, ou já há tanto tempo k não nos encontramos k já me eskeceram??? Para quando uma actuação em Évora? Ou em Estremoz... Tenho imensas saudades vossas e de vos sentir ao vivo! Bjoca grande com desejos de tudo de bom e de vos voltar a encontrar em breve.
Bem vindos, obrigado pelas palavras. Partilho um texto do meu livro " Essências Interiores ". Muito desse Alentejo vive em mim, estudei no Politecnico de Beja e tenho amigos um pouco por essas Terras Alentejanas. Um abraço.
Momento Final "" No meu momento final, onde o tempo parece pouco e as recordações estão mais vivas do que sempre, em intermináveis horas de solidão, recordo olhares de alguém, recordo toques de ti, recordo saudades de nós, recordo os momentos em que fui feliz…
No meu momento final, gostava de te poder agarrar uma última vez, de recordar e saborear os anos que para trás ficaram do meu amar, os anos em que não estava só e em ti renascia a cada dia, recordar os momentos em que fomos felizes…
No meu momento final, gostava de te poder dizer, o que feliz fui por contigo viver, mesmo durante todo este tempo em estivemos distantes, sem nos tocarmos, sem nos amarmos, gostava de te poder dizer que recordo os momentos em que me fizeste feliz….
No meu momento final, gostava de te poder olhar uma última vez e, entenderes como sofri por te perder, como amei-te sem saberes, como desejei nunca deixar de entender-te, como sempre recordei com eterna saudade os momentos em que fomos felizes…
No meu momento final, gostava de amar-te uma última vez, sem querer saber, se o meu amor por ti foi dor que fez morrer… Somente uma última vez no teu corpo perder-me, no teu beijo viajar, na saudade depois e mais tarde repousar, partindo com momentos da nossa felicidade…
No meu momento final, gostava de não ter pedir-te para me dares a mão, seria um tempo em que em mim estarias de coração, mas o tempo não volta para trás e somente me restam as recordações e imensas emoções dos dias de felicidade…
No meu momento final, gostava de agradecer-te todos os momentos finais, em que me amaste como se o amanhã não existisse e, porque não se recupera o que não se alimentou, porque não se viveu o que se perdeu, obrigada pelos momentos únicos de felicidade em que sempre fui o que sou…
"" In, Essências Interiores, de Gonçalo Rocha Santos, Corpos Editora, 2008