A sociedade em que vivemos tem vindo a alterar de modo significativo a importancia de determinados valores, desprezando uns em detrimento de outros.
e comum a forma de estar e agir da maioria de nos pautar-se por maximas do tipo "e moda", "e status social", "e fixe", guiando-nos pelo parceiro do lado, menosprezando ou ignorando aquilo que, efectivamente, melhor define o nosso verdadeiro ego; a nossa identidade e a nossa personalidade.
Somos constantemente bombardeados com intencoes de consumo, com imposicoes na forma de estar e agir, extensivas a nossa forma de trajar, na nossa actividade profissional, enfim, somos verdadeiros peoes manipulados por interesses economicos, politicos e sociais, qual gado conduzido por entre baias.
Facamos uma reflexao sobre aquilo em que nos estao a transformar! Sejamos nos proprios!
Na musica, como arte e forma de expressao, abrangente a todas as faixas etarias e classes sociais, a situacao nao e diferente.
Como vivi e cresci num meio ligado a musica, ainda que duma forma amadora, onde se ouvia e tocava musica habitualmente, fui ganhando o gosto e a capacidade de poder apreciar e valorizar obras quais "quadros pintados a oleo", ou "aguarelas ", cujos "pintores" de traco fino tao bem cantam ou executam diversos tipos de musica, como o fado, o samba, o folk, o rock sinfonico, o classico, o folclore portugues, etc...
E de lamentar que, atraves da "maquina publicitaria", qualquer dito "artista", por meio de cassetes "K7" ou "MiniDisc", e em espectaculos estivais com coreografia tipo "cabaret' com uma loira meia vestida e uma morena meia despida, nos consiga "vender" uma simples caiadela de grosso traco numa parede de cimento. Ate ja se premeia quem nao sabe "pintar".
Haja moralidade cultural!
E de lamentar isto nao aceitar acentos .. lol
Telmo Silva